quarta-feira, 31 de março de 2010

Leões e Cordeiros

Com base no debate sobre o filme "Leões e Cordeiros" responda às seguintes questões, dando exemplos e refletindo sobre as representações de guerra contemporâneas.
1) A imprensa é capaz de modificar ou interferir nos rumos de uma guerra?
2) Os espectadores podem ter informações seguras e apuradas de um conflito?
3) Qual a capacidade da imprensa internacional de apurar melhor um conflito do que a imprensa dos países envolvidos diretamente no evento? Ou a cobertura contemporânea não depende dessa diferença?

sexta-feira, 26 de março de 2010

Primeira postagem:

A primeira postagem pretende discutir a violência e a guerra estão entre os principais elementos que caracterizaram o século 20. Esta avaliação feita, entre outros, pelo historiador Eric Hobsbawm ajuda a pensar a realidade contemporânea mundial. Abaixo, trechos do início do livro Era dos Extremos – o breve século XX (1914 – 1991). Comente a tese de Hobsbawm sobre o breve e violento século XX.

Título: O século: vista aérea – olhar panorâmico

Doze pessoas vêem o século XX (seis primeiros depoimentos)

Isaiah Berlin (filósofo, Grã-Bretanha): “Vivi a maior parte do século XX, devo acrescentar que não sofri provações pessoais. Lembro-o apenas como o século mais terrível da história”.
Julio Caro Baroja (antropólogo, Espanha): “Há uma contradição patente entre a experiência de nossa própria vida – infância, juventude e velhice passadas tranqüilamente e sem maiores aventuras – e os fatos do século XX... os terríveis acontecimentos por que passou a humanidade”.
Primo Levi (escritor, Itália): “Nós, que sobrevivemos aos Campos, não somos verdadeiras testemunhas. Esta é uma idéia incômoda que passei aos poucos a aceitar, ao ler o que outros sobreviventes escreveram – inclusive eu mesmo, quando releio meus textos após alguns anos. Nós, sobreviventes, somos uma minoria não só minúscula, como também anômala. Somos aqueles que, por prevaricação, habilidade ou sorte, jamais tocaram o fundo. Os que tocaram, e que viram a face das Górgonas, não voltaram, ou voltaram sem palavras”.
René Dumont (agrônomo, ecologista, França): “Vejo-o apenas como um século de massacres e guerras”.
Rita Levi Montalcini (Prêmio Nobel, ciência, Itália): “Apesar de tudo, neste século houve revoluções para melhor [...] o surgimento do Quarto Estado e a emergência da mulher, após séculos de repressão”.
William Golding (Prêmio Nobel, escritor, Grã-Bretanha): “Não posso deixar de pensar que este foi o século mais violento da história humana”.