Com base na matéria da Revista Realidade sobre a cobertura de José Hamilton Ribeiro na Guerra do Vietnã escolham três perguntas e respondam como comentário aqui no blog. A matéria está no xerox (o vermelho) no bloco N. O exercício deve ser feito até nossa próxima aula, dia 24 de maio.
1) O que a presença do repórter muda na cobertura de guerra?
2) O que um repórter brasileiro traz de diferente para esta cobertura?
3) O que o envolvimento do repórter José Hamilton Ribeiro na Guerra do Vietnã como vítima altera na percepção da guerra e no relato?
4) Quais as diferenças entre um relato da época do Vietnã para os relatos das guerras que acompanhamos hoje pela TV?
sexta-feira, 14 de maio de 2010
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22 comentários:
Na Guerra do Vietnã, a presença do repórter José Hamilton Ribeiro, nos trás uma perspectiva de como a cobertura dos fatos de uma guerra mudaram a partir de então. A proximidade do repórter teve como resultado relatos mais precisos sobre o que ocorria e pode-se dizer que na guerra do Vietnã a realidade foi levada ao leitor pela própria experiência do jornalista. Hamilton, foi atingido gravemente durante sua cobertura e acabou sentindo na pele o peso e o estrago que a guerra pode fazer. Ele transformou sua exeriência no campo de guerra em um relato que trouxe para o Brasil, o conhecimento do horror que se passava naquele país.
Entretanto, nas últimas guerras, vemos um afastamento do repórter das áreas de conflito. As notícias se fazem por imagens que circulam o mundo e poucos são os jornalistas que tem um maior contato com a guerra. Na guerra do Vietnã, os relatos escritos como de Hamilton, não são mais comuns em nossos dias. O que impera hoje são as imagens e os repórteres poucos escrevem, relatam ou discutem sobre os eventos de guerra.
Aluna Roberta Alves Silva:
2) Um repórter brasileiro consegue ter uma visão "de fora" do conflito, não estando emocionalmente, politicamente ou ideologicamente envolvido como os inimigos estão diante da guerra. Isto faz com que o brasileiro seja mais questionador do que os diretamente envolvidos, prova disso foi o discurso de José Hamilton Ribeiro ao dizer: "Para mim esta guerra acabou, mas por que a guerra?".
3) Embora José Hamilton Ribeiro tenha demonstrado perceber injustiças na guerra antes mesmo do acidente (quando relata os abusos cometidos com mulheres, especialmente as mais novas), sua percepção de antes de ser atingido é muito diferente da de depois. Em dado momento, anterior a pisada na mina, chega a pensar que a guerra é de fato emocionante e diz entender como há pessoas que gostam de guerra. Contudo, as dores, as náuseas, a infelicidade que sente após o acidente, no ambiente do hospital, o fazem ver quanta violência foi feita em vão. Ao longo do tempo em que ficou internado foi reparando caso por caso dos "pacientes de guerra" ao seu redor.
Aluna Roberta Alves Silva:
4) Embora o Vietnã tenha dado início ao que hoje chamamos de cobertura contemporânea de guerra, há algumas diferenças do que vemos atualmente. Nosso relato é mais instantâneo; a voz das autoridades se faz mais presente na atualidade, buscando uma cautela maior da informação que será transmitida, cautela esta que ainda não se fazia tão presente na época do Vietnã. No entanto, é importante pensarmos que por outro lado, a velocidade das notícias corre tão rapidamente nos nossos dias, que em alguns momentos as autoridades não tem como conseguir um controle total. Hoje em dia também, a voz do própio repórter e de relatos de guerra estão cada vez menos presentes nos meios de comunicação oficiais, tendo que fazer presença na literatura. Na época do Vietnã este fator ainda não era tão marcante. José Hamilton Ribeiro teve amplo espaço na revista para dar seu relato.
Aluno: Luís Fellipe Fernandes Afonso
1) O repórter nos dá uma visão além das batalhas; temos uma visão da sociedade vietnamita, dos seus costumes e das transformações que a guerra levou para o país, essa visão nos lembra de um lado social da guerra ao mostrar as precárias condições de vida dos civis e de quais maneiras eles lutam contra essa situação.
2) Com a entrada de um repórter brasileiro a visão que nos chega da guerra é mais "nacional", com menos ideologia norte-americana. Também nos dá a oportunidade de ver a guerra com a partir de uma ótica mais critica, temos uma facilidade maior de receber depoimentos que criticam a guerra dentro do Vietnã, além de mostrar um outro lado da guerra, o lado dos excluídos que não teria muito poder de expressão dentro da imprensa norte-americana.
3) Hamilton ao ser atingido sentirá na pele as mazelas da guerra, mostrando o terror dos 'pacientes de guerra"; as precárias condições de tratamento e o sofrimento dos feridos, muitos civis (incluindo crianças). A partir dai Hamilton passa a questionar a guerra ao não encontrar uma razão plausível para a invasão norte-americana no país.
1) O que a presença do repórter muda na cobertura de guerra?
Penso que a interpretação de uma guerra é diferente quando um jornalista ou intelectual do tipo vai ao front, no sentido de que ele seria capaz de oferecer aos leitores um olhar que vai além das batalhas e missões militares. Observar a dinâmica social do país envolvido, o cotidiano das populações afetadas, mais do que contatos diplomáticos e sanções internacionais, na minha opinião, é o grande mote da cobertura jornalística de guerra.
Em resumo, gente como Orwell e José Hamilton Ribeiro, ao cobrirem a guerra estando "dentro dela", literalmente, cada um a seu modo - ambos foram feridos - proporcionam uma experiência tão dolorosa quanto rica. E muito mais sincera, na minha opinião.
Aluno: Marco de Almeida Fornaciari
2- O fato de o repórter ser brasileiro faz com que ele tenha uma visão não apenas diferente dos repórteres de nacionalidades que estão envolvidas no conflito, mas também uma visão de acordo com os padrões culturais brasileiros. Isso percebe-se em detalhes, como quando Hamilton diz que o calor do Vietnã "incomoda até carioca", e também nos seus comentários sobre vietnamitas e americanos.
3- Tendo Hamilton visto a guerra de perto e sentido suas consequências, ele assume uma posição de crítica ao conflito. Atenta para fatos como a situação dramática dos feridos (como ele próprio), a postura dos funcionários do hospital, que lidam com as consequencias mais nefastas da guerra, e se indaga sobre os motivos do conflito.
4- Se tomarmos por base o relato de Hamilton, este tem características de uma narrativa. O repórter não se limita a relatar fatos, sempre deixando claras suas idéias, opiniões e emoções. Por contraste, os relatos atuais são muito mais objetivos e impessoais. Podem assumir uma postura política em relação ao conflito abordado, mas o fazem tentando se limitar a uma exposição dos fatos.
2) Como brasileiro, o repórter traz em si a diferença de não estar preso aos governos envolvidos no conflito. Traz também o relato sobre como é estar lá como estrangeiro, a questão dos papeis necessários para entrar lá, a necessidade de mostrar que não é estadunidense, andar com o "uniforme de repórter".
3) Como o Hamilton Ribeiro foi ferido na guerra, traz um relato bem intimista sobre a guerra, com várias referências aos seus ferimentos. A guerra fica percebida através do olhar das vbítimas de guerra. Ele fala mais sobre o hospital, sobre as pessoas que lá estavam feridas ou trabalhando, do que sobre operações da guerra, rumos do conflito.
4) Um relato da época, como o do Hamilton tem espaço para uma reflexão pessoal. Os relatos de hoje privilegiam uma suposta objetividade, imparcialidade. Querem mostrar que não estão de lado algum.
1) A presença do correspondente no local da guerra causa maior realidade no descrição dos fatos ocorridos. O jornalista deixa de repassar a notícia para o público, para contá-la sob seus próprios olhares.
2)A presença de José Hamilton Ribeiro no conflito como enviado da Revista Realidade nos traz uma maior proximidade com os leitores brasileiros. Até pelo fato de que os veículos de imprensa no Brasil não terem enviado tantos correspondentes a esta guerra. Ou seja, os brasileiros estariam totalmente submetidos a imprensa manipuladora norte-americana, e José Hamilton mudou esse contexto.
3) A partir do momento em que José Hamilton Ribeiro passa a fazer parte do conflito como vítima, o seu ponto de vista e a forma que passa a noticiar a guerra mudam. Ele passa a descrever a guerra com uma visão mais humana, mostrando o sofrimento dos civis, vítimas de minas (como ele), a vida cotidiana dos soldados americanos.
Ricardo Luiz Jonard de Aguiar
1) O repórter está ali, pelo menos, teoricamente, para transmitir informações sobre o andamento do conflito, por isso,sua presença traria mais veracidade às informações sobre a guerra.
2)A presença de um brasileiro mostra um olhar de fora do conflito, não há interesse em defender um lado,pelo menos, não diretamente. No caso de José Hamilton, percebemos que ele não julga a guerra, não aponta vítimas e vilões...tanto norte-americanos quanto vietnamitas têm sua humanidade apresentada pelo repórter.
3)Na percepção da guerra, a leitura de sua matéria dá a entender que ele não escolhe um lado, mostrando as crueldades cometidas de ambos os lados. Seu relato, após o acidente,me pareceu mais humanizado e inconformado, acima de tudo, com tudo de ruim que aquele conflito trazia às pessoas, fossem estas vietnamitas,norte-americanas, francesas, brasileiras.
4) A excessiva proximidade da imprensa na guerra do Vietnã jamais se repetiu, e foi ainda considerada um grande erro. Atualmente, as coberturas de guerra contam com toda uma estrutura tecnológica, transmissões ao vivo, atualização de informações via internet, etc; porém, os repórteres são mantidos a uma certa distância das regiões de conflito armado.
Aluno: Henrique Fernandes Alvarez Vilas Porto.
2)O reporter brasileiro traz um relato mais neutro do conflito, pois está menos envolvido emocionalmente ou ideologicamente com o mesmo. Porém esta neutralidade dependerá da visão ideologica do mesmo e do veiculo para qual ele trabalha, pois estes podem simpatizar com ideologias envolvidas no conflito.
3)Por ter se tornado vitima, o seu relato passará obrigatoriamente a retratar os horrores da guerra, mesmo que está não fosse sua intenção. Como ele mesmo sofreu com as mazelas do conflito, seu discurso provavelmente irá se voltar para um relato negativo em relação a guerra.
4)Os relatos hoje em dia são mais rapidos e parecem levar apenas a informação sobre o conflito, cabendo ao espactador formar sua opinião a partir dauqilo que ele recebe. No caso da guerra do vietnã, havia a oportunidade dos reporteres expressarem seus pontos de vista e editarem as notícias.
1- Ao contrário das guerras anteriores, o repórter pode agora acompanhar do front o conflito, recebendo o apoio e a liberdade para tal. Com isso, as leituras sobre o conflito passam a transmitir com mais fidelidade como funciona a guerra de perto, e não só com detalhes superficiais de outrora.
2- A presença de um repórter brasileiro traz uma visão diferente do conflito, pois não está alinhado diretamente com nenhum dos lados da guerra.
3- José Hamilton Ribeiro aproxima o horror da guerra do povo brasileiro, mostrando como ele próprio foi vítima de uma mina na guerra. Assim, após demonstrar como os vietnamitas viviam antes do conflito, com suas plantações e transcrever seu sofrimento passa o quão a guerra é sem sentido.
Walter José Moreira Dias Junior
Aluno: Renan Moreira da S. de Mello
1) A presença de um repórter em uma guerra adiciona à cobertura uma perspectiva civil e, teoricamente, apolítica, importante para uma interpretação "livre" do conflito por parte da sociedade.
2) Um repórter brasileiro possibilita uma análise através de uma ótica particular, mais próxima da realidade brasileira, sem a necessidade de importar todas as informações de agências internacionais de notícias, tornando assim o conteúdo da cobertura algo com o qual a sociedade brasileira se identificará melhor.
3) O caso de José Hamilton Ribeiro expressa o perigo do conflito e a intensidade e violência do mesmo. O caso da Guerra do Vietnã possibilitou ao correspondente a sensação emocional e física da guerra, envolvendo-o mais no conflito e permitindo uma análise mais detalhada dos horrores da guerra.
4) A principal diferença e a mais marcante entre um relato no período da Guerra do Vietnã e uma cobertura hoje é a velocidade da informação. A facilidade, a riqueza de detalhes e a velocidade com que a informação chega e é distribuída faz toda a diferença para a análise do conflito por parte da sociedade. Nos dias de hoje o conflito é quase que transmitido ao vivo para todos ao redor do mundo, possibilitando assim uma análise baseada em dados e eventos constantemente atualizados.
1)Mais do que cobrir a guerra, José Henrique trata dos sentimentos da população e dos soldados, de como a guerra afetou suas vidas, além de mencionar aspectos sobre a cultura e problemas sociais lá existentes. A precisão e envolvimento do repórter são tão notórios que envolvem o leitor o qual se sente mais próximo da guerra.
2) A presença de José Hamilton no Vietnã nos possibilita ver a guerra sob uma perspectiva mais objetiva, crítica e menos tendenciosa, uma vez que não defende nenhuma posição dos envolvidos na guerra. A partir da sua experiência no Vietnã, José Hamilton pôde questionar a lógica e o porquê da guerra tamanho o horror vivido por ele e vários outros naquele país.
3)Antes de ser ferido,a postura de José Hamiltone era um pouco ‘distante’ no sentido em que se mostrava claro que estava lá a trabalho com a máquina em posição 'de ataque', buscando as melhores fotos. Além de não associar sentimentos de dor, medo e angústia a si, mas sim aos soldados e ao povo. Uma vez ferido, ele realmente passa a partilhar do mesmo sentimento dos demais ‘pacientes de guerra’ tendo que lidar com a luta pela vida.
Aluna: Luana Gomes de Barros.
2- Embora de certo cada jornal tenha suas preferências, o fato dos brasileiros não estarem envolvidos diretamente no conflito faz com que haja uma visão mais critica da guerra. Além disso, ainda há o lado comercial, é preciso que a notícia se adéqüe ao público que vai atingir, o que dá uma perspectiva diferente a aquela quando não está diretamente ligada aos envolvidos na guerra.
3- A experiência José Hamilton mostra o quanto é diferente a visão de alguém que está envolvido na guerra e que é diretamente ligado a ela e aquele que vê a guerra como alguém de fora. Antes de pisar na mina, José Hamilton, embora critique seus horrores, vê a guerra como uma aventura e chega até a afirmar que as pessoas gostam do conflito. Todavia, depois que o jornalista pisa na mina, sua visão muda e aquele passa a acreditar que toda a violência da guerra é apenas um desperdício da inteligência humana.
4-José Hamilton em seu relato mostra de que lado ele está, principalmente quando é atingido pela mina. Seu relato é muito mais uma narrativa, pois mostra suas críticas, suas observações. As reportagens de hoje, principalmente pelo fato de serem transmitidas em tempo real, tentam passar uma imagem de algo imparcial, de divulgação apenas dos fatos como eles aconteceram. A voz do repórter está cada vez mais ausente das reportagens sobre a guerra.
Aluna: Iasmin Luz
2- Embora de certo cada jornal tenha suas preferências, o fato dos brasileiros não estarem envolvidos diretamente no conflito faz com que haja uma visão mais critica da guerra. Além disso, ainda há o lado comercial, é preciso que a notícia se adéqüe ao público que vai atingir, o que dá uma perspectiva diferente a aquela quando não está diretamente ligada aos envolvidos na guerra.
3- A experiência José Hamilton mostra o quanto é diferente a visão de alguém que está envolvido na guerra e que é diretamente ligado a ela e aquele que vê a guerra como alguém de fora. Antes de pisar na mina, José Hamilton, embora critique seus horrores, vê a guerra como uma aventura e chega até a afirmar que as pessoas gostam do conflito. Todavia, depois que o jornalista pisa na mina, sua visão muda e aquele passa a acreditar que toda a violência da guerra é apenas um desperdício da inteligência humana.
4-José Hamilton em seu relato mostra de que lado ele está, principalmente quando é atingido pela mina. Seu relato é muito mais uma narrativa, pois mostra suas críticas, suas observações. As reportagens de hoje, principalmente pelo fato de serem transmitidas em tempo real, tentam passar uma imagem de algo imparcial, de divulgação apenas dos fatos como eles aconteceram. A voz do repórter está cada vez mais ausente das reportagens sobre a guerra.
Aluna: Iasmin Luz
Aluno: Luã Marins
1) O reporter presente na guerra deveria sentir a verocidade da guerra e transpor ao leitor. No caso de Hamilton a veracidade foi tanta que acabou por ser vitima da mesma, perdendo a perna em uma mina vietnamita, fazendo com o que leitor tambem se sentisse, de alguma maneira, afetado. Cumprindo, ao meu ver, seu papel de trazer, numa forma trágica, a veracidade da guerra.
2) O fato de estar "representando" um país de fora do conflito facilita a imparcialidade do relato. O reporter fica "aberto" para fazer criticas gerais sem precisar estar aliado a determinada posição. Com isso, o beneficiado é o leitor que tem acesso a informaçoes nao tao tendeciosas quanto se o Brasil estivesse envolvido direta ou indiretamente no conflito.
3) Apos o acidente com a perna, Hamilton começa a relartar uma outra realidade: a dos feridos e dos hospitais que cuidam dos mesmos - a sua realidade. Seu diário contando sua experiencia nesse local é esclarecedor em aspectos, como o descaso do exercito americano quando relata o caso do homem baleado internado como vietcong e que depois descobriu-se ser ele um civil. No final da matéria, quando esta de partida do vietnã, Hamilton inutiliza a guerra nao entendendo seus motivos: "para mim a guerra acabou; mas porque a guerra?"
2- A presença de um repórter brasileiro, como também de outros países que não estavam diretamente envolvidos na guerra, é que seu discurso tem mais “imparcialidade”. Afinal, ele não está diretamente subordinado aos interesses das forças armadas de seu país. Ele não tem, em seu discurso, a visão ideológica-política reinante nos EUA, porém, isso não quer dizer que ele não tem uma postura ideológica-política sobre a guerra. Na verdade, ao questionar sobre o porque da guerra ele já se posiciona ideologicamente.
3- Concordo com a Roberta, pois, também acredito que a visão de Hamilton muda com o seu ferimento de guerra. Antes o repórter parecia um repórter, que tenta mostrar tudo, principalmente os abusos cometidos para com os mais vulneráveis em uma guerra, porém, sem um envolvimento real com o assunto. Mas depois que foi feridos sua visão tende para a reflexão, ele não era só mais um que estava na guerra, mas era mais um que a guerra estava presente nele.
4- A principal diferença é a forma que os fatos são relatados. Hamilton parecia que estava narrando algo, não raramente, explicitava sua opinião sobre o conflito. Porém, hoje se faz reportagens com mais imparcialidade, mesmo que tendendo a mostrar uma opinião os repórteres não o fazem explicitamente.
Raquel Rodrigues Marcelo.
A presença do reporter na guerra faz com que os relatos sejam ainda mais verdadeiros uma ves este está de forma "neutra" no conflito.
O posicionamento de Hamilton muda após ser atingido na guerra e assim muda o direcionamento de seus relatos, mostrando mais a realidade dos acontecimentos na propria guerra.
a partir do momento que o reporter se ve como parte integrante da guerra suas reflexões a respeito do conflito passam a ser mais criticas.
A presença jornalística no campo de batalha trás algo novo: a guerra entra nos lares dos países não atingidos diretamente por essa guerra. Esta questão tem seu auge durante a guerra do Vietnã, a qual teve uma cobertura impressionante do dia-a-dia dos soldados no campo de batalha. A interação entre o soldado e o repórter trouxe a dura realidade para a sala de estar tranqüila dos países da Europa, dos Estados Unidos e do mundo todo. Especialmente para o público norte-americano, isso foi um grande baque e que certamente ajudou a alterar os rumos da guerra, já que os movimentos de resistência anti-guerra cresceram muito e de uma forma ou de outra influenciaram nas decisões tomadas pelos líderes do país.
Para os países não envolvidos diretamente na guerra o baque existe, mas certamente ele é menor. Como suas decisões políticas internas não estão necessariamente ligadas aos rumos da guerra, os repórteres e os jornais que as cobrem procura ter uma visão mais distanciada do conflito. O Brasil acompanhou a guerra do Vietnã através dos relatos do repórter José Hamilton Ribeiro da Revista Realidade. Aprendemos com História que não existe imparcialidade. Até mesmo você dizer que não se posiciona sobre determinado assunto é uma forma de se posicionar. Porém, certamente a pressão política sobre a matéria de guerra é menos para repórteres dos países, como o Brasil, que não estavam envolvidos diretamente no conflito.
Essa presença do dia-a-dia da guerra do Vietnã nos lares estadosunidenses e o grande baque na opinião pública que isso gerou mudaram a forma com que o governo e o exército passaram a lidar com a cobertura jornalística de guerra. Hoje a interação soldado-repórter não existe mais. Todas as notícias são passadas pelas redes oficiais: governo e a alta hierarquia do exército. Os relatos oficiais padronizam a cobertura e dão um caráter falso de imparcialidade à notícia.
O que hoje minimiza minimamente essa censura velada à notícia é a democratização da informação através de veículos como os blogs, onde os soldados podem fazer, eles próprios, seus relatos do dia-a-dia de um conflito como a da guerra do Iraque.
Estudante: Renan da Cruz Padilha Soares
1-Possibilita que a notícia não se sobreponha à narrativa. Desta forma diminui o que chamamos de mito da imparcialidade dando autoria a reportagem. Possibilitando ir além da opinião pura e simples da editora, emissora etc.
2- Possibilita um pouco mais de liberdade na reportagem já que o País não tem envolvimento direto no conflito, podendo falar o que muitos repóteres americanos não podiam. Porém é importante dizer que este não é um posicionamento neutro na reportagem, primeiro que o Brasil vivia numa ditadura que precisava do apoio americano, segundo que o reporter estava na guerra ao lado das tropas americanas tanto que foi atingido. Porém a sua presença e o fato de ser brasileiro possibilita uma maior capacidade de crítica.
Aluna: Laila Miguez
1-Possibilita que a notícia não se sobreponha à narrativa. Desta forma diminui o que chamamos de mito da imparcialidade dando autoria a reportagem. Possibilitando ir além da opinião pura e simples da editora, emissora etc.
2- O fato do Brasil não estar diretamente envolvido no conflito possibilita uma maior abertura para críticas que muitos repórteres americanos não conseguiam fazer (no início do conflito). Obviamente esta liberdade não é tão grande em vistas que o Brasil vivia uma ditadura que precisava do apoio americano.
3- Viver na pele a guerra é diferente de reproduzir posicionamentos oficiais sobre a guerra. A partir do momento em que Hamilton se fere ele ganha outra sensibilidade para narrar o conflito, passa a perceber os feridos a sua volta, os descasos do exército. E o quanto tudo aquilo fazia sentido para ele. É neste momento em que o relato ganha mais autoria.
4-Em primeiro lugar a questão da autoria, o repórter tem perdido cada vez menos a autoria em relação a notícia. Depois e ligado a isso reforça-se o mito da imparcialidade e a noticia passa a narrativa, a informação pela informação. Além disso a reportagem deixa de ter a presença do repórter que faz uma compilação de notícias oficiais e as mesmas imagens. Logo, podemos assistir a mesma notícia, idêntica em muitos jornais.
Aluna: Laila Miguez
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