sexta-feira, 18 de junho de 2010

Ao vivo de Bagdá

Em nosso último encontro assistimos ao filme "Ao vivo de Bagdá" sobre a cobertura realizada pela imprensa durante a Guerra do Golfo, de 1991. O filme trata, em especial, da participação da CNN, que inaugura a transmissão ao vivo de guerra, feita pela primeira apenas em áudio. A CNN é a única emissora a realizar este trabalho durante a guerra e sofre uma transformação no seu status de pequena rede, aumentando em oito vezes a sua audiência já no período da guerra, que dura apenas 40 dias. O filme trata justamente dessa transformação, das dificuldades do trabalho jornalístico, da introdução da tecnologia, das relações com o poder e dos resultados da guerra. Faça o seu comentário sobre o filme. O exercício vale nota.

10 comentários:

Unknown disse...

O filme aborda as dificuldades para que os jornalistas consigam uma matéria: é preciso conseguir chegar no lugar onde as coisas acontecem e lá permanecer, ou pelo menos conseguir falar com quem esteve em tal lugar; existe a concorrência entre os repórteres de diversos meios de comunicação; os repórteres sofrem pressões de vários lados: precisam publicar o mais rápido possível para agradar os empregadores - de preferência, antes de outros jornalistas; muitas vezes tem que tomar cuidado com as palavras que usam, para não sofrerem represálias. No filme há o exemplo do momento em que há a problemática de que palavra os jornalistas usariam :"refens" ou "hóspedes".
No meio de tantas dificuldades que os jornalistas tem que superar, principalmente num caso de guerra, somando-se os interesses aos quais as reportagens servem, podemos ter a ideia do quanto é difícil que o leitor tenha acesso a uma reportagem "objetiva", que leia "como as coisas aconteceram". Como ter tais expectativas quando os jornalistas passam por tantas pressões, restrições?

Luís Fellipe disse...

O filme mostra as dificuldades que os jornalistas encontram para reportarem situações de tensões entre países. O filme mostra o quanto à influência política é necessário nessas ocasiões, e os diversos meios que o repórter usa para passar as informações em um regime com uma alta censura. O filme mostra que além de toda essa política ainda há um forte fator que ajuda a fazer grandes reportagens: a sorte. As vezes é necessário estar no lugar certo e na hora certa. A política feita pelo produtor e a sorte foram os principais fatores para a CNN conseguir ser a primeira rede a transmitir ao vivo uma guerra. Claro que também á o advento d novas tecnologias proporcionando uma transmissão ao vivo tanto de áudio quanto de vídeo, conseguindo burlara própria censura do país, claro que isso levou a expulsão dos repórteres.
Os repórteres passaram por situações de privações para conseguirem repassar a guerra, mas isso também ocorria nas guerras anteriores (vide o caso do jornalista brasileiro que perdeu a perna no Vietnã).
Posteriormente essa capacidade de reproduzir a guerra ao vivo será usada pelo Estado para justificar a guerra, principalmente ao mostrar os ataques inimigos e a pobreza que o "inimigo" impõe a sua população. A guerra passa a ser um espetáculo televisivo.

Aluno: Luís Fellipe F. Afonso

Anônimo disse...

O filme mostra as dificuldades de jornalistas em conseguir em cobrir o conflito e também com ter jornalistas do próprio país na localidade da guerra é importante para a visão dos cidadãos do país envolvido, passando assim a não contar apenas com as fontes oficiais de informação.
Também é retratado a disputa que há no meio jornalismo pelos "furos" de reportagens, que podem marcar a carreira de um profissional.

Walter José Moreira Dias Junior

Anônimo disse...

Acredito que o ponto principal do filme seja o de mostrar as dificuldades e riscos que corre o jornalista na cobertura dos conflitos. Além disso, existem uma série de fatores que influenciam na cobertura da guerra como a política, principalmente, além de outros fatores que podem levar ao sucesso estas reportagens como ter um repórter da nação de onde esta ocorrendo o conflito. Podemos ver no filme que o jornalista é a todo o momento pressionado, pois é de grande importância para a imprensa ter os relatos em primeira mão. A cobertura da guerra é, então, utilizada para fins políticos e por isso é de grande importância para os Países, tentar controlar estes relatos para, assim, justificar suas atitudes.

Nome: Henrique Fernandes Alvarez Vilas Porto

mfornaciari disse...

"Ao Vivo de Bagdá" é um relato da equipe da CNN que cobriu o início da Guerra do Golfo e foi a grande responsável pela transformação da rede em um gigante da mídia mundial. O filme aborda o trabalho de uma equipe de reportagem em uma situação delicada como era o iminente conflito entre Iraque e EUA, tema em geral muito pouco trabalhado.
É interessante percebermos como os membros da equipe (em especial o produtor) têm que se envolver em um complexo jogo político com as autoridades locais (no caso do filme, a figura mais proeminente é o ministro da Informação iraquiano) para conseguir realizar seu trabalho. Vemos as dificuldades que a equipe tem com a censura, a concorrência com outras redes e a pressão da diretoria da CNN que, afinal, quer boas reportagens para levar ao ar.
Vale ainda ressaltar que o filme mostra a posição dos repórteres no tocante ao uso da informação. O produtor da equipe, no filme, acreditava que seu trabalho não era apenas suprir a CNN com reportagens, mas usar a informação para ajudar na resolução do conflito.

Roberta Alves disse...

Aluna: Roberta Alves Silva

O filme trata do momento em que várias emissoras foram para o Iraque antes do início da guerra do Golfo. A grande questão é que um dia antes do início do conflito começar, a cidade foi sendo evacuada e as emissoras foram deixando o local, exceto a CNN. Esta, que até o momento era uma emissora mediana, ganhou grande prestígio.
"Ao Vivo de Bagdá" nos ajuda a pensar o quanto que a emissora em questão foi importante para alterar a cobertura de guerra, que passou a ser ao vivo e muito mais rápida, como a própria velocidade do longa já demonstra.
O protagonista do filme, o personagem Robert Wiener, chegou a dizer a seus superiores que a transmissão ao vivo era como "pisar na lua" para um jornalista. De fato, no início dos anos 90 tal comparação era possível, mas hoje, dez anos depois, isso é comum, demonstrando mais uma vez a importância da CNN nessa questão.

Suzana Mangini disse...

Achei o filme super interessante! O fato dos jornalistas estarem aqui no momento do bombardeio deve ser sido uma experiência inesquecível! Além disso, a meu ver, nesse caso, houve uma aproximação entre a noticia e o relato pessoal. A relação entre os jornalistas e as autoridades apresentada no filme, mostra as dificuldades e o 'jogo de cintura' que é preciso ter, não só para não prejudicar a obtenção de informações, como também para não colocar em risco a vida dos repórteres num momento tão delicado, como é uma guerra.
Quando ocorre a retirada dos jornalistas com o perigo do ataque, podemos ver que a determinação pessoal do protagonista se une à uma oportunidade única. A CNN não teve sorte em ser a primeira emissora a transmitir a guerra ao vivo, teve coragem!

Renan Mello disse...

O filme trata exatamente do que trabalhamos no curso. O papel da imprensa no conflito, a velocidade da informação, a guerra "ao vivo" e a guerra de "video game". No início do curso eu assisti esse filme por um acaso em um canal por assinatura e ao longo do curso fui percebendo o quanto ele foi feliz em retratar e exemplificar, usando o cinema, a realidade dos repórteres que cobrem as guerras e como que a informação é passada e retransmitida aos tele espectadores. Considero esse filme um dos melhores exemplos para tratar das coberturas dos conflitos modernos.

Anônimo disse...

O filme retrata as dificuldades encontradas pelos jornalistas em realizar coberturas exclusivas e de amplo destaque nas redes de telejornais. Hoje em dia com tamanha dificuldade em se encontrar tal exclusividade, pois qualquer um pode com um celular gravar ou fotografar algum evento instantaneamente. O filme retrata a decada de 90, em plena invasão do Iraque ao Kwait e inicio da Guerra do Golfo. Também se destaca nesse filme os riscos que os profissionais de jornalismos tem ao buscar noticias em conflitos armados. A partir deste evento, as noticias passaram a ser instantâneas e de facíl divulgação, com a internet.
Aluno: Thiago Teixeira Salles

Anônimo disse...

o filme relata o processo para que os jornalistas tenham acesso a uma matéria, incluindo
as suas dificuldades para conseguirem repassar a guerra - do Golfo - para os leitores de forma objetiva e
antes da "concorrencia".
"Ao vivo de Bagdá" concatena de forma objetiva o que analisamos ao longo da disciplina: o papel da imprensa
na guerra, a velocidade da informação, por exemplo.
A CNN foi a primeira a transmitir ao vivo uma guerra, proporcionado por novas tecnologias.
A cobertura da guerra é, então, utilizada para fins políticos. O Estado tentar controlar estes relatos para, assim,
justificar suas atitudes frente a guerra.

aluno: Luã Marins