Atenção alunos. Estejam atentos às notícias e às análises sobre o ataque israelense à frota de navios que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza, que aconteceu no início da semana em águas internacionais. Foram confirmadas 10 mortes de ativistas que estavam nos navios por soldados israelenses e são debatidas as repercussões do evento, a legitimidade da abordagem, o bloqueio à região palestina, o posicionamento das Nações Unidas e de seus membros, entre outros temas.
Há uma profusão de informações, diversas declarações oficiais e de análise e um encadeamento de repercussões que ainda não parou de acontecer. Este fato, além de ser de interesse político e humanitário, para nós é extremamente importante neste momento de nossa disciplina em que justamente debatemos representações sobre o conflito Israel-Palestina. Acabamos de assitir "Valsa com Bashir" e vão terminar de ver "Promessas de um novo mundo", duas produções alternativas no sentido de não tratar apenas do conflito, mas de propor um olhar diferente sobre as relações entre Israel e Palestina. Estejam atentos principalmente no modo como os meios de comunicação estão tratando o tema, o destaque que tem sido dado, a abordagem, os lugares comuns e as interpretações que buscam ser crítica e cuidadosas, enfim estejam atentos ao evento e às várias formas usadas para narrá-lo. Abaixo reproduzo um texto sobre protestos ao redor do mundo um dia depois do ocorrido. Comentem o que lerem e virem nos comentários e dêem acesso também a links para textos interessantes.
Árabes israelenses convocam greve em repúdio a ação militar de Israel
Em repúdio ao ataque israelense contra a frota que levaria ajuda humanitária à Faixa de Gaza, comunidades árabes em Israel convocaram uma greve geral para essa terça-feira (1/6). A decisão foi tomada hoje (31/5), durante reunião de emergência do Comitê Superior Árabe de Monitoramento, que representa 1,3 milhão de árabes vivendo em solo israelense. Para protestar, representantes de diversos partidos políticos estão organizando passeatas em cidades árabes. As informações são do jornal israelense Ynetnews.
Hoje, centenas de pessoas se manifestaram nas ruas da cidade de Nazaré. Israel atacou a "Flotilha da Liberdade", um grupo de seis navios que transportava mais de 750 pessoas com ajuda humanitária que seria levada para a Faixa de Gaza, deixando 19 mortos e 36 feridos.
A polícia israelense deslocou reforços para as cidades de Jerusalém, Jaffa – sul de Tel Aviv – e na região da Galiléia pois, segundo a rede Al Jazeera, foi levantada a possibilidade de o líder islâmico Sheikh Raed Salah ter sido gravemente ferido durante o ataque. Em estado de alerta, peritos da Polícia de Tel Aviv viajaram até a cidade de Ashdod e foi concluído que o religioso não estava entre as vítimas, informou a agência AFP.
Outros protestos
As manifestações contra a Israel aconteceram ao redor do mundo, nas ruas principais de grandes cidades e na frente das embaixadas. Em Istambul, cerca de 10 mil pessoas se concentraram na frente da embaixada israelense e depois marcharam pelo centro da cidade. Na capital, Ancara, cerca de mil pessoas gritavam e atiravam ovos na porta da casa do embaixador israelense, Gabby Levy.
Em Londres, mil pessoas protestavam em frente à casa do premier David Cameron e do embaixador israelense. Muitos com parentes em Gaza, segundo reportagem da agência AFP, carregavam bandeiras palestinas e gritavam que Israel está cometendo crimes de guerra.
Em Paris, 500 pessoas se reuniram perto da embaixada israelense. Na Grécia, 3,5 mil. Manifestações aconteceram também no Egito, no Kuait e Síria. Na capital iraniana, Teerã, milhares de pessoas protestaram na frente do escritório das Nações Unidas, questionando a postura da entidade diante da atitude de Israel. De acordo com a repórter da Al Jazeera Sherine Trados, citando o exército israelense, um iraniano foi ferido no ataque ao comboio.
Site Opera Mundi
terça-feira, 1 de junho de 2010
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26 comentários:
Esse jornal espanhol mostra bem o posicionamento da ONU frente os ataques de Israel e destacam a posição de Israel para os EUA como um “fardo”,devido a necessidade de um posicionamento dos EUA como principal aliado de Israel, o que deixa o governo dos EUA em uma posição complicada.
http://www.elpais.com/articulo/internacional/Israel/tilda/hipocrita/condena/ONU/ataque/flotilla/solidaria/elpepuint/20100601elpepuint_8/Tes
ALUNA: SUELEN SIQUEIRA JULIO
O "Jornal da Globo", como um telejornal procurou uma posição mais "neutra", de informar. No dia 31 de maio noticiou o ocorrido e falou sobre os posicionamentos sobre o ataque ao navio de ajuda humanitária. A ONU pedira mais esclarecimentos, a Grã Bretanha exigiu o fim do desbloquei a Gaza. O governo brasileiro se disse "consternado", "chocado". O jornal "Haaretz", qualificado como de esquerda pelo "Jornal da Globo" opôs-se a operação "fracassada"; disse que há "sete idiotas no gabinete do ministro" israelense. O telejornal noticiou ainda que a declaração de Israel é que enviou uma missão pacífica para desviar o navio, mas a missão foi atacada.
O site "Vi o mundo" se queixou da falta de posicionamento, como se o ataque tivesse sido feito por piratas da Somália a história teria sido outra. Segundo o site "Israel sempre se safa" e a única atitude que a Casa Branca tomou foi "lamentar muito as mortes".http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/pepe-escobar-agora-estamos-todos-sitiados-em-gaza.html
Reinaldo Azevedo no blog http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/os-piratas-da-paz/ se posiciona sem cerimônias a favor de Israel e diz que tem "verdades" sobre o ocorrido. "A quarta verdade. Foi um massacre: durante o dia inteiro, o tsunami contra Israel rendeu bandeiras queimadas, protestos diante de embaixadas, passeatas, declarações oficiais de protesto e deixou até o nosso chanceler, Celso Amorim, “chocado”, ele que não se abala com os mortos de Teerã e nem de Cuba. Os israelenses sempre perdem a guerra de Hasbará, [termo] hebraico para “esclarecimento”. Quando pensam em esclarecer, o barulho da maioria automática do mundo árabe os sufoca. Em qualquer situação, serão culpados".
A lista de sites é imensa. Alguns links.
http://jbonline.terra.com.br/pextra/2010/06/02/e020620703.asp
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15491
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/%E2%80%9Cbibi-sua-mae-sabe-que-voce-e-pirata%E2%80%9D.html
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Para contribuir para o debate, reproduzo abaixo um texto produzido pela Agência Brasil, site de notícias do Governo Federal, e reproduzido pela sala de imprensa do site do Itamaraty. O tema da matéria é a separação entre o Estado de Israel e a comunidade judaica.
Vannuchi pede que povo judeu não seja condenado pela ação do Estado de Israel
04/06/2010
Isabela Vieira
Rio de Janeiro - O ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, comentou hoje (3), o ataque de Israel à flotilha com ajuda humanitária, ocorrido na última segunda-feira (31), e pediu para que não se transfira para o povo judeu uma condenação contra uma ação de Estado.
“Na hora em que o Estado de Israel faz um ataque tão truculento e odioso, as pessoas que não conhecem melhor a vida política podem puxar velhos sentimentos de preconceito racistas, antissemitas, no sentido de começar a fazer condenações aos judeus”, avaliou.
Vanucchi disse que o ataque à Flotilha da Paz, como é chamada a embarcação, foi coordenado pela linha de ultradireta que dirige o Estado de Israel e não pela comunidade judaica. “O ataque não foi feito pelos judeus. Os judeus também protestaram. Não podemos ficar confundindo essas coisas”, afirmou, durante a abertura do Congresso Brasileiro de Saúde Mental, no Rio.
“Existe uma parte da comunidade judaica, que hoje dirige o Estado de Israel, capaz de promover essa chacina, em vez de utilizar sua capacidade militar para impedir a frota de avançar. Mas, entre os judeus, há pessoas que lutam pela liberdade e pela justiça”, completou.
O ministro lembrou que a atitude israelense foi condenada internacionalmente pelos governos de vários países, inclusive pelo Brasil, e por entidades do mundo inteiro. “O ministro Celso Amorim [das Relações Exteriores] chamou o embaixador de Israel, que é o procedimento da praxis diplomática, para expressar claramente a repulsa brasileira àquele gesto”, afirmou.
Vanucchi contou que o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) por pouco não integrava a comitiva que seguia em direção à Faixa de Gaza. Ele voltou a defender o diálogo para promover a paz no Oriente Médio.
O ataque de Israel ao navio humanitário, que navegava em águas internacionais e levava alimentos aos refugiados de Gaza, terminou com a morte de nove ativistas. O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU) deve investigar a ação.
Reproduzo mais uma notícia para debater mais um tema em torno do episódio do ataque israelense à frota que levava ajuda humanitária a Gaza. Desta vez, além de percebermos a profusão maior de fontes quanto mais o assunto é polêmico e, mais do que isso, quanto mais é indefinida a opinião do censo comum a respeito. Habitualmente, há vários estereótipos e afirmações genéricas e totalizantes sobre os conflitos entre Israel e Palestina. Mas neste episódio, de várias versões e de uma evidente agressão do governo de Israel, está um tanto mais complexa a cobertura. Sem um censo único e raso de interpretação, há mais espaço para mais fontes darem informação e opiniao, as pessoas comuns falam mais (vejam os diversos entrevistados entre os passageiros dos navios), a dúvida da interpretação aparece mais nos textos e a incerteza tb sobre o fim dessa história deixa os jornalistas em alerta, sabendo que não podem escrever textos definitos que depois serão derrubados pelos eventos seguintes. Interessante pensar tb nos desdobramentos do primeiro episódio.
Não há chances de navio chegar à costa de Gaza, diz chanceler de IsraelCOLABORAÇÃO PARA A FOLHA
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Israel vai impedir um outro navio carregando ajuda humanitária e ativistas de furar o bloqueio e chegar à faixa de Gaza, disse nesta sexta-feira o chanceler israelense, Avigdor Lieberman.
"Vamos parar o navio, e também muitos outros navios que tentem ferir a soberania israelense. Não há chances de o Rachel Corrie chegar à costa de Gaza", disse Lieberman ao Channel 1.
O barco irlandês Rachel Corrie prossegue em rota a Gaza, e deve atingir a zona de bloqueio de navegação, de 20 milhas, no sábado de manhã, informou a ONG "Free Gaza". Em Jerusalém, forças de segurança estão em estado de alerta por temer episódios violentos depois das tradicionais orações muçulmanas de sexta-feira.
Em Dublin, o chanceler irlandês, Micheal Martin, disse em comunicado: "Aqueles a bordo do Rachel Corrie mostraram estar prontos para aceitar a inspeção do navio no mar, antes de atracar em Gaza".
(continuando)
Lieberman acrescentou que as autoridades israelenses estiveram em contato com o chanceler irlandês e disse: "Nós esclarecemos... aos irlandeses e demais, nenhum navio vai chegar a Gaza sem uma inspeção de segurança, sem inspeção da carga, sem saber com certeza [o que está a bordo]."
Na madrugada de segunda-feira (31), cerca de 700 ativistas tentaram furar o bloqueio imposto por Israel a Gaza para levar cerca de 10 mil toneladas de ajuda humanitária quando foram atacados por militares israelenses em águas internacionais. Pelo menos nove ativistas foram mortos na operação.
Desafio
A polícia israelense se encontrava em estado de alerta e proibiu o acesso à esplanada das Mesquitas, na Cidade Velha de Jerusalém, aos muçulmanos menores de 40 anos.
Além da vencedora do Prêmio Nobel da Paz irlandesa, Mairead Corrigan Maguire, e Dennis Halliday, ex-chefe do Programa Petróleo-por-Comida da ONU (Organização das Nações Unidas), no Iraque,o barco leva a bordo Matthias Chang Wen Chieh, ativista político da Malásia e ex-assessor do ex-primeiro-ministro da Malásia Mahatir Mohamed.
Um dos ativistas a bordo, o irlandês Denis Halliday, ex-assistente do secretário-geral da ONU, disse a uma rádio irlandesa que esperavam chegar à zona de exclusão durante a noite e planejavam continuar em direção a Gaza à luz do dia.
Jenny Graham, outra passageira a bordo, declarou nesta manhã por telefone via satélite que os ativistas estavam a 150 milhas de Gaza, avançando a um bom ritmo, e que devem chegar no sábado pela manhã, em comunicado divulgado pela ONG.
No Chipre, uma porta-voz da "Free Gaza", Mary Hughes Thompson, indicou que o navio, em sua velocidade atual, poderia alcançar Gaza ainda esta noite, mas que deve concluir a viagem no sábado, pois seria muito perigoso fazê-lo durante a noite.
O barco leva o nome de Rachel Corrie, ativista americana que em 2003 foi esmagada em Gaza por uma escavadeira militar israelense quando, segundo testemunhos da imprensa, exercia papel de "escudo humano" ao protestar contra demolições de casas de palestinos.
Hamas
Em Gaza, o chefe do governo do Hamas, Ismail Haniyeh, assinalou durante a oração de sexta-feira seu desejo que estes comboios continuem rompendo o cerco.
"A estratégia do inimigo fracassou e ganhou a estratégia da paciência, hoje Gaza ganhou", afirmou.
Todas as mesquitas têm previsto uma oração em memória dos nove ativistas mortos durante o ataque de tropas israelenses contra a "Frota da Liberdade" na segunda-feira, que matou oito turcos e um americano de origem turca.
Uma manifestação convocada pelo Hamas perto do campo de refugiados de Nuseirat (centro da Faixa de Gaza) reuniu milhares de pessoas que agitavam bandeiras turcas e palestinas e gritavam slogans em favor da Turquia. Uma manifestação similar aconteceu em Khan Yunes (sul), convocada pelo movimento radical Jihad Islâmica.
Na Cisjordânia, onde estavam previstas concentrações em todo o território, a manifestação em Bilin, um povoado que é palco de mobilizações semanais contra a barreira de segurança, deve incluir uma réplica do barco de cinco metros que desfilará sobre um carro.
(continuando)
Netanyahu
O premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, informou na noite de quinta-feira que o navio Rachel Corrie "não chegará" a atracar. De acordo com um participante da reunião de gabinete onde o premiê fez o anúncio, o governo de Israel fez diversas ofertas para direcionar o navio irlandês a um porto israelense, onde os suprimentos seriam descarregados, inspecionados e então transferidos para Gaza por terra, mas todas as propostas foram recusadas pelos ativistas.
Os comentários contrastantes entre a ONG, que mantém os planos de chegar a Gaza, e o governo de Israel, que deixa claro que não permitirá o o furo do bloqueio à faixa de Gaza, mostram que um potencial novo embate pode ser iminente.
Greta Berlin, porta-voz da ONG "Free Gaza", disse em Nicósia, no Chipre, que a embarcação Rachel Corrie, de 1.200 toneladas, vai prosseguir navegando diretamente rumo a Gaza, sem parar em nenhum porto na rota.
Os ativistas a bordo do navio querem entregar toneladas de ajuda humanitária, incluindo cadeiras de rodas, material escolar, suprimentos médicos e concreto.
Mais uma obra prima realizada pelo governo israelense! Não vendo um pelo ângulo antissemita e sim por acordos internacionais acordados e estabelecidos pelos governos de vários países no mundo, inclusive Israel, esse ataque é mais uma demonstração dos privilégios que o estado de Israel tem em relação a muitos países.
O autor Reinaldo Azevedo quer dar a voz a quem primeiro quis atirar. Se o estado de Israel quisesse diálogo não teria atacado os navios humanitários e sim resolvido através deste.
Claro que todas as vozes devem ser ouvidas, mas fizer que Israel sempre é calado pelo clamor dos povos árabes de justiça é uma afirmação muito esquisita. Afinal, não foi o estado de Israel que atacou navios pacifistas em águas internacionais e não teve nenhuma retaliação da ONU?
Acho que se os árabes tem tanta complacência internacional o governo do Iraque não teria tantos problemas para enriquecer urânio...
Raquel Rodrigues
O Estado de Israel mais uma vez mostrou sua completa falta de tato com a questão humanitária ao atacar uma frota de navios cuja missão era unica e exclusivamente pacífica. Não me parece aceitável que o alto escalão israelense tenha visto inúmeros voluntários desarmados como ameaça, risco ou algo do gênero. É mais um massacre que, muito provavelmente, ficará sem qualquer pedido de desculpas, assim como uma investigação séria e rigorosa. Acabo de ler através do globo.com que o premier israelense recusou a formação de um grupo internacional que investigaria as causas do atentado. Sendo assim, duas possibilidades se apresentam: ou uma investigação frouxa conduzida pelas mesmas autoridades responsáveis pelas mortes - uma espécie de mea culpa, uma satisfação à comunidade internacional - ou nenhuma investigação ou inquérito. A ONU mostra-se frouxa e incapaz de reivindicar qualquer posição sólida de solidariedade aos palestinos e ao povo judeu, os quais frequentemente são responsabilizados por uma prática que não lhes é própria nem intrínseca.
Reafirmo: o ataque às embarcações é uma prática de Estado, não de caráter religioso. O povo judeu, creio eu, tanto quanto o palestino, quer a paz. Fica claro que ela não será obtida com a permanência de uma política hostil e, lamentavelmente, genocida, que vem sendo executada por Israel.
Não é o Estado que deve ruir: é a mentalidade que lhe circunda. Somente é possível falar em paz a partir da coexistência dos Estados israelense e palestino.
Em tempo: já que estamos em época de eleições, procurei nos sites dos partidos com candidatos à presidência ou pré-candidaturas definidas opiniões, notas e declarações a respeito do ataque israelense aos navios que levavam suprimentos para Gaza.
Seguem textos do PCB, PT, PSTU,e PCO. PV e PSDB não emitiram suas opiniões. Não localizei textos do PSOL a respeito, por problemas em seu site oficial.
http://www.pco.org.br/conoticias/ler_materia.php?mat=21695
http://www.pstu.org.br/internacional_materia.asp?id=11638&ida=0
http://pcb.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=1682:o-terror-de-israel-extrapola-suas-fronteiras&catid=79:nacional
http://www.pt.org.br/portalpt/noticias/internacional-1/bancada-do-pt-condena-em-nota-ataque-de-israel-contra-ativistas-civis-5241.html
Analisando a narrativa presente em algumas reportagens dos sites “terra”, “diário de Pernambuco”, “G1” e “O Globo”, vemos uma semelhança marcante: as reportagens privilegiam o discurso daqueles que estão no poder.
No dia 31/05, o portal de notícias “terra” fez uma reportagem com o título de "Comunidade internacional condena ataque israelense a navios". Mostrou o posicionamento de autoridades países diante do ocorrido. É interessante observar que alguns países orientais se demonstraram muito mais radicais que alguns ocidentais. Por exemplo, no Irã, Mahmoud Ahmadinejad "pediu à Europa e aos países ocidentais que retirem o apoio a Israel e condenem o ocorrido, caso queiram continuar contando com "o apoio do resto dos povos" do mundo." Ao contrário o pronunciamento de William Hague falou que Israel precisava agir com mais "moderação" e os Estados Unidos disseram lamentar profundamente o ocorrido, mas comentaram que iriam analisar as circunstâncias em que o ataque israelense foi realizado. (http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4459550-EI308,00-Comunidade+internacional+condena+ataque+israelense+a+navios.html)
Ainda no dia 31, o “G1” apresentou uma reportagem falando sobre a crítica que o chanceler turco fez na ONU, dizendo que Israel perdeu a legitimidade após o ataque (http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/05/israel-perde-legitimidade-apos-ataque-barco-diz-na-onu-chanceler-turco.html). Já no dia 30, o “diário de Pernambuco” seguiu a mesma linha de mostrar o posicionamento de autoridades, mas acabou caindo em um erro que infelizmente não é raro no jornalismo, o de não explicitar as fontes: “O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, decretou três dias de luto em resposta ao ataque, que qualificou de "massacre". Organizações humanitárias elevaram a 14 o número de mortos. Já os feridos, vários em estado grave, chegam a 38 ativistas internacionais e cinco soldados israelenses, segundo diversas fontes.”
“O Globo” tem duas reportagens online bem recentes, do dia 06/06. Uma disse “Israel rejeitará painel internacional para investigar ataque”, que acaba por mostrar a intolerância israelense quanto ao polêmico caso (http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/06/06/israel-rejeitara-painel-internacional-para-investigar-ataque-916796374.asp). A outra fala sobre o pronunciamento de Bento 16. O destaque dado para o papa e para a Igreja Católica como um todo é frequente na rede Globo no geral (televisão, jornal e rádio) e nesse assunto não foi diferente (http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/06/06/papa-pede-fim-de-conflito-no-oriente-medio-916796356.asp).
O site "G1”, de propriedade das Organizações Globo, deu voz prioritariamente a reação dos Estados Nacionais, principalmente as declarações do Estado brasileiro e de Israel, além de uma ênfase a situação entre a comunicação da jornalista Iara Lee e sua família (curiosamente mostrando uma declaração do marido da jornalista que afirma ter ocorrido uma tentativa de acordo governo de Israel e a jornalista para que essa declara-se terrorista). No geral não houve a demonstração de uma tomada de lado; mostrou uma neutralidade.
A meu ver ocorreram erros das 2 partes. A embarcação tentava desobedecer a uma ordem de Israel (um Estado cercado de "inimigos, vivendo assim um constante medo de ataque), que tinha se prontificado a receber e entregar as doações aos palestinos, de entrar em seu território. Porém isso não anula o grande erro que o Estado cometeu ao interceptar o navio em águas internacionais, acredito que caso esse fato ocorresse em território de Israel não haveria um desagrado internacional tão forte. Sou contra o que Israel fez e faz na Faixa de Gaza e de seu ataque ao navio, mas não podemos esquecer que Israel vive praticamente em tensões com seus vizinhos árabes devido à questão da Palestina, por isso há uma má preparação nas relações diplomáticas com os árabes, levando a erros grotescos (“ um tiro no pé internacional") como o ocorrido.
Agora temos que torcer para que não haja uma retaliação e comece mais uma guerra no Oriente Médio.
Aluno: Luís Fellipe Fernandes Afonso
O fato de haver mortos no ataque ao navio com ajuda humanitária para gaza, torna o fato ainda mais chocante. A cobertura é muito superficial, principalmente nas TVs, que falam igualmente sobre o que aconteceu e pouco se interessam em fazer um debate maior para que os dois lados sejasm ao menos um pouco entendidos. O ataque que Israel deflagrou demonstra seu respaldo diante da ONU e EUA, que pouco interesse demonstraram até agora para iniciar um diálogo responsável em relação a essa atrocidade.
Israel mais uma vez mostra a que veio. O que parece é que não aprenderam nada com o massacre que acometeu ao seu próprio povo. Fazendo referência ao filme da Valsa com Bashir e a fala do soldado israelense, os judeus estão agora assumindo o lugar dos algozes na guerra. Além disso, a falta de posição tanto da ONU, quanto dos EUA, só mostra como não há um comprometimento internacional com o fim desse conflito. Acredito, que pelo contrário, há um grande interesse na continuidade desta guerra, que gera muito lucro à indústria armamentista, à indústria de construção civil e porque não dizer, gera lucro à própria imprensa, que tem mais notícias para vender.
Aluna: Iasmin Luz
A atitude de Israel se justifica em uma situação de guerra total, mas em águas internacionais, contra uma frota de ajuda humanitária, com bandeira de um país em paz com Israel, é inaceitável. O bloqueio é válido, mas com certas com algumas exceções. É inaceitável que uma ajuda humanitária, para qualquer povo de qualquer país, seja tratada como "terrorista", seja impedida de levar um pouco de dignidade para os civis das zonas de conflito.
Não entrarei no mérito do conflito em si, que já dura anos, nem tomarei partido nas questões ideológicas e/ou religiosas, mas acredito que, de qualquer óptica não envolvida no fato, é evidente o excesso de força e a "falta de profissionalismo" na abordagem por parte dos militares israelenses aos navios que transportavam ajuda humanitária, e isso precisa ser cobrado pelas autoridades internacionais, não pode passar impune, mesmo porque custaram vidas humanas, aparentemente inocentes.
ISRAEL ATACA NOVAMENTE...
Oito dias após o episódio contra o navio turco, hoje, dia 7, outra patrulha israelense matou militantes palestinos com roupa de mergulho - que, segundo as forças armadas de Israel, estariam preparados para atacá-lo. Mais uma ação fruto de uma falta de atitude e tomada de decisões que insistem em fazer vista grossa ou eximirem-se de posição frente ao evento. Concordo que questões religosas e ideológicas seculares entram em difícil tomada de partido, inúmeros jogos de interesse estão e sempre estiveram imbuídos, seja de supremacia política ou religiosa, lucro, vínculos; na mesma medida que discrusos diferentes e convenientes a si, mas estabelecendo um bloqueio ou não, não foi de fato um incidente justificável, já que se tratava de ataque em águas internacionais e, principalmente, por ser ajuda humanitária.
Os pontos de vista de Israel são muito claros, parciais e em posição de defesa; resta agora saber se sua própria investigação(anunciada hoje. ver:http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/06/israel-anuncia-sua-propria-investigacao-sobre-ataque-frota.html), depois de rejeitar a proposta de criação de um comitê internacional pela ONU, será válida, surtirá algum resultado diferente do dos divulgados de discursos de suas autoridades.
Ver: http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/06/07/israel-mata-4-militantes-com-roupa-de-mergulho-916799158.asp
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/06/07/israel-mata-cinco-em-ataque-barco-palestino-916798888.asp
Aluna: Danielle Magalhães
Aluno: Marco Fornaciari
Concordo com aqueles que condenam a ação israelense, e acredito ter esta (como todo o conflito árabe-israelense) um pano de fundo muito mais político do que religioso. Deve-se ainda lembrar que ação semelhante por parte de um país que não dispõe do apoio da superpotência norte-americana (como, digamos, o Irã) com certeza levaria a uma reação muito mais enérgica por parte da comunidade internacional.
Acerca da cobertura da imprensa, além do que já foi dito, destaco apenas o uso frequente da palavra "ataque", quando os israelenses falam em "inspeção". Isso nos mostra que o posicionamento da mídia é, em geral, contrário à atitude israelense. Contudo, talvez devido ao poderoso aliado já citado, Israel se safa de críticas mais ferrenhas por parte da grande mídia.
Aluna: Sylk Sauma.
Reproduzo abaixo uma análise interessante de George Friedman sobre a mudança da opinião pública internacional em relação a Israel principalmente após ao ataque ao navio turco de ajuda humanitária. Friedman faz uma comparação entre a opnião pública em relação aos judeus no pós 2ª Guerra e agora.
"Flotillas and the war of public opinion"
The Palestinians have long argued that they are the victims of Israel, an invention of British and American imperialism. Since 1967, they have focused not so much on the existence of the state of Israel (at least in messages geared toward the West) as on the oppression of Palestinians in the occupied territories. Since the split between Hamas and Fatah and the Gaza War, the focus has been on the plight of the citizens of Gaza, who have been portrayed as the dispossessed victims of Israeli violence.
The bid to shape global perceptions by portraying the Palestinians as victims of Israel was the first prong of a longtime two-part campaign. The second part of this campaign involved armed resistance against the Israelis. The way this resistance was carried out, from airplane hijackings to stone-throwing children to suicide bombers, interfered with the first part of the campaign, however. The Israelis could point to suicide bombings or the use of children against soldiers as symbols of Palestinian inhumanity. This in turn was used to justify conditions in Gaza. While the Palestinians had made significant inroads in placing Israel on the defensive in global public opinion, they thus consistently gave the Israelis the opportunity to turn the tables. And this is where the flotilla comes in.
The Turkish flotilla aimed to replicate the Exodus story or, more precisely, to define the global image of Israel in the same way the Zionists defined the image that they wanted to project. As with the Zionist portrayal of the situation in 1947, the Gaza situation is far more complicated than as portrayed by the Palestinians. The moral question is also far more ambiguous. But as in 1947, when the Zionist portrayal was not intended to be a scholarly analysis of the situation but a political weapon designed to define perceptions, the Turkish flotilla was not designed to carry out a moral inquest.
Instead, the flotilla was designed to achieve two ends. The first is to divide Israel and Western governments by shifting public opinion against Israel. The second is to create a political crisis inside Israel between those who feel that Israel’s increasing isolation over the Gaza issue is dangerous versus those who think any weakening of resolve is dangerous.The Geopolitical Fallout for Israel
Continuando...
It is vital that the Israelis succeed in portraying the flotilla as an extremist plot. Whether extremist or not, the plot has generated an image of Israel quite damaging to Israeli political interests. Israel is increasingly isolated internationally, with heavy pressure on its relationship with Europe and the United States.
In all of these countries, politicians are extremely sensitive to public opinion. It is difficult to imagine circumstances under which public opinion will see Israel as the victim. The general response in the Western public is likely to be that the Israelis probably should have allowed the ships to go to Gaza and offload rather than to precipitate bloodshed. Israel’s enemies will fan these flames by arguing that the Israelis prefer bloodshed to reasonable accommodation. And as Western public opinion shifts against Israel, Western political leaders will track with this shift.
Internationally, there is little doubt that the incident will generate a firestorm. Certainly, Turkey will break cooperation with Israel. Opinion in Europe will likely harden. And public opinion in the United States — by far the most important in the equation — might shift to a “plague-on-both-your-houses” position.
While the international reaction is predictable, the interesting question is whether this evolution will cause a political crisis in Israel. Those in Israel who feel that international isolation is preferable to accommodation with the Palestinians are in control now. Many in the opposition see Israel’s isolation as a strategic threat. Economically and militarily, they argue, Israel cannot survive in isolation. The current regime will respond that there will be no isolation. The flotilla aimed to generate what the government has said would not happen.
The tougher Israel is, the more the flotilla’s narrative takes hold. As the Zionists knew in 1947 and the Palestinians are learning, controlling public opinion requires subtlety, a selective narrative and cynicism. As they also knew, losing the battle can be catastrophic. It cost Britain the Mandate and allowed Israel to survive. Israel’s enemies are now turning the tables. This maneuver was far more effective than suicide bombings or the Intifada in challenging Israel’s public perception and therefore its geopolitical position (though if the Palestinians return to some of their more distasteful tactics like suicide bombing, the Turkish strategy of portraying Israel as the instigator of violence will be undermined).
Israel is now in uncharted waters. It does not know how to respond. It is not clear that the Palestinians know how to take full advantage of the situation, either. But even so, this places the battle on a new field, far more fluid and uncontrollable than what went before. The next steps will involve calls for sanctions against Israel. The Israeli threats against Iran will be seen in a different context, and Israeli portrayal of Iran will hold less sway over the world
And this will cause a political crisis in Israel. If this government survives, then Israel is locked into a course that gives it freedom of action but international isolation. If the government falls, then Israel enters a period of domestic uncertainty. In either case, the flotilla achieved its strategic mission. It got Israel to take violent action against it. In doing so, Israel ran into its own fist.
No link abaixo, esse mesmo autor faz uma análise sobre os limites da opinião pública sobre esta questão. ( http://www.stratfor.com/weekly/20100607_limits_public_opinion_arabs_israelis_and_strategic_balance?utm_source=GWeekly&utm_medium=email&utm_campaign=100608&utm_content=readmore&elq=3bbe9880e7c147c2874936a88afa68a3
Israel teve um atitude exagerada no que desrespeito á violência mas os ativistas também tinham consciência que existe um bloqueio que já durava três,se eles quisessem realmente ajudar Gaza pensariam de maneira lógica e transportariam a ajuda por outra meio de transporte!
A falta de posicionamento da ONU diante do ocorrido demonstram, a meu ver, o quão complexo é esse conflito, que vem se arrastando por décadas e parece que jamais terá um fim. Além disso, a superficialidade dos noticiários nos afasta ainda mais de uma análise crítica sobre o que realmente ocorre em Israel.
O que precisamos reforçar é que tal conflito têm ido muito além das justificativas religiosas.
O governo israelense teve uma atitude muito exagerada tornando ainda mais complexo o conflito existente entre palestinos e israelenses. A falta de posicionamento da ONU e a posiçao dos EUA também não têm ajudado muito. Em relação a emprensa, fica dificil adotar um ponto de vidta único, ainda mais porque as informaçoes que chegam até nós por vezes já vem manipuladas ou distorcidas, mas no geral parece que condenam a atitude de Israel.
Achei isso aqui na net, saiu hoje.
Israel ameniza bloqueio terrestre a Gaza.
Por Jeffrey Heller
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JERUSALÉM (Reuters) - Israel anunciou nesta quinta-feira que está amenizando um bloqueio terrestre à Faixa de Gaza que provocou aumento da condenação internacional após uma operação militar contra um comboio que levava ajuda humanitária à região, controlada pelo grupo islâmico Hamas, que deixou nove mortos.
Uma nova lista de produtos que podem entrar na região, aprovada por Israel, inclui todos os alimentos, brinquedos, artigos de escritório, utensílios para cozinha, colchões e toalhas, disse Raed Fattouh, coordenador palestino de suprimentos para a região.
Mas Israel manteve seu bloqueio marítimo para a área costeira e uma proibição à importação privada de materiais de construção, vitais para a reconstrução após a guerra promovida por Israel entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009.
O Hamas classificou as medidas israelenses de "propaganda midiática".
Um comunicado do governo israelense, divulgado após uma reunião do gabinete de segurança, afirmou: "concordou-se em liberalizar o sistema pelo qual bens civis entram em Gaza e expande o fluxo de materiais para projetos civis que estão sob supervisão internacional".
Israel afirma que a importação sem restrições de cimento pode fazer com que o Hamas use o material para reconstruir infra-estrutura militar. O país permite a entrada de uma quantidade limitada de material de construção para projetos da Organização das Nações Unidas (ONU).
(Reportagem adicional de Nidal al-Mughrabi em Gaza)
Mais um mês após o que poderíamos chamar de terrorismo de Estado praticado contra ajuda humanitária enviada à Gaza, os jornais se calam sobre o assunto. Na imprensa (jornal da globo)da época chegou-se a discutir quem é que tinha começado o conflito, Israel com armas de fogo ou os ativistas com paus, para tentar justificar ou minimizar o ataque israelenses após uma semana do conflito. Como qualquer ação Israelense esta não teve maiores conseqüências, nem represarias das instituições internacionais. Reafirmando que estas entidades servem aos interesses das nações poderosas e suas leis só valem para os países que não estão sobre o controle delas, como é o caso do Irã. Apesar de pela primeira vez ter se discutido sanções ao Estado de Israel, já que as vitimas não eram os Palestinos que são mortos sempre por este Estado e nenhum país se posiciona se não retoricamente, porém a proteção que o Estado de Israel tem é tão grande que mesmo com o assassinato de pessoas de outros países em águas internacionais não foi suficiente para que a sujeira que está debaixo do tapete emirja, pelo contrário o tapete está agora mais alto.
Aluna: Laila Miguez
Mais um mês após o que poderíamos chamar de terrorismo de Estado praticado contra ajuda humanitária enviada à Gaza, os jornais se calam sobre o assunto. Na imprensa (jornal da globo)da época chegou-se a discutir quem é que tinha começado o conflito, Israel com armas de fogo ou os ativistas com paus, para tentar justificar ou minimizar o ataque israelenses após uma semana do conflito. Como qualquer ação Israelense esta não teve maiores conseqüências, nem represarias das instituições internacionais. Reafirmando que estas entidades servem aos interesses das nações poderosas e suas leis só valem para os países que não estão sobre o controle delas, como é o caso do Irã. Apesar de pela primeira vez ter se discutido sanções ao Estado de Israel, já que as vitimas não eram os Palestinos que são mortos sempre por este Estado e nenhum país se posiciona se não retoricamente, porém a proteção que o Estado de Israel tem é tão grande que mesmo com o assassinato de pessoas de outros países em águas internacionais foi suficiente para que a sujeira que está debaixo do tapete emirja, pelo contrário o tapete está agora mais alto.
Laila Miguez
O ataque de Israel aos navios de ajuda humanitária não são, infelizmente, um choque como a mídia internacional tenta fazer parecer que são. A condenação, em níveis diferentes, da comunidade internacional demonstra que até mesmo para a direita mais conservadora, mesmo que pessoalmente apóiam as atitudes de Israel, fica feio dizer isso publicamente. Além do mais, assassinar pessoas de num barco de ajuda humanitária é um erra estratégico para a política, pois volta a opinião pública contra sua política.
Nem todo mundo que condenou esse ataque (isto inclui a própria mídia israelense que parcialmente também condenou) são contra o massacre e pela política ditatorial feita diariamente nos campos de refugiados palestinos. Direitos básicos de uma sociedade liberal (que por si só já não é democrática), como o de ir e vir, são suspensos na realidade vivida pelos palestinos todos os dias nesses campos. O acesso à luz, água, comida e etc são controlados pelas forças israelenses e não é raro que haja cortes nesses fornecimentos.
Esses fatores foram “esquecidos” pela cobertura jornalítica internacional, incluindo aí à brasileira. A grande mídia, mais uma vez aliando seus interesses à preservação do sistema, condena os ataques israelenses, pois esses podem fragilizar a política de repressão aos palestinos e ainda pior, justificar a resistência armadas desses povos.
Portanto, o choque dos líderes de alguns países como os Estados Unidos e a cobertura da grande mídia internacional é pura hipocrisia burocrata, pois o que Israel fez foi “apenas” fazer aquilo que fazem todos os dias, só que um pouco mais escondidos. A declaração do presidente Obama deixa claro isso, sua “condenação” ao ataque, mais parecia um lamento ao acidente ambiental. A própria ONU mostra toda a sua fragilidade quando estão lidando com potências como os EUA e seu filhote asiático Israel, quando condena, mas suas ações e declarações não fazem diferença na política adotada por esses Estados Terroristas.
Renan da Cruz Padilha Soares
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